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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Clientes como convidados

Tenho visto uma série de cursos, livros e materiais que tentam explicar aos colaboradores e capacitar profissionais de atendimento. Em quase todos eles percebo que o objetivo principal é municiar o profissional de respostas prontas e algumas frases de efeito para tentar fazer do contato entre clientes e atendentes, a melhor experiência possível para o cliente. Muitas vezes existe algum sistema de avaliação de clientes, onde você pode enquadrá-lo em algum modelo pré-determinado e tentar atendê-lo conforme sua postura, perguntas e respostas. Normalmente eles sempre vem acompanhados de algumas razões pessoais e empresariais para que o colaborador se mantenha motivado e firme em seu propósito de atender sempre bem aos clientes.
Devemos lembrar somente que, da mesma forma que o mercado muda de forma constante esses perfis de clientes não podem ser atribuídos somente a características de comportamento e de personalidade. Os novos clientes sofrem uma pressão constante por parte do ambiente em que vivem, suas culturas, manias, hábitos, produtos que consomem e interferência de terceiros. Fica cada vez mais difícil definir um cliente, quanto mais tentar aplicar a ele alguma técnica ou abordagem por conta de seu perfil. Se tudo está mudando no mercado, como podemos tentar engessar clientes em modelos estabelecidos. Com toda a quantidade de informação e vindo dos mais diversos meios possíveis, você seria capaz de dizer hoje com certeza, quais seria os seus clientes e como eles pensam e agem.
Pessoalmente, gosto muito de uma abordagem que tive a oportunidade de ver num filme de treinamento que, apesar de não muito recente, traça um paralelo muito interessante quando se trata de atendimento a clientes.
Ele diz que devemos tratar nossos clientes em nossas empresas como convidados em nossa casa. Quando convidamos alguém a nossa casa nós preparamos tudo com muito cuidado, verificamos se o que preparamos está do seu agrado e nunca esquecemos de convidá-lo a retornar. Pode haver algo mais simples do que isso para fidelizar clientes e no entanto vemos uma verdadeira horda de empresas que quase se especializam em espantar clientes.
Talvez não exista comparação mais simples e fácil de se aplicar do que essa.Ela é simples e efetiva porque reflete no seu cerne o fato de que clientes querem ser simplesmente bem recebidos e se sentirem queridos. Querem ter a sensação que queremos que eles realmente voltem a nos visitar e que quando isso aconteça, estaremos sempre recebendo-os com um largo sorriso e uma frase no final do tipo. " Na semana que vem a gente marca outra reunião de amigos tão boa quanto essa. Até a próxima semana."

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