
Muitos acompanharam pelos noticiários os últimos acontecimentos que colocaram o mercado financeiro americano e o famoso American Way dos EUA numa "sinuca de bico". O mais inacreditável foi ver empresas até então consideradas sólidas e altamente rentáveis, vindo abaixo uma a uma num efeito dominó e que foi citado por alguns como sendo um dos piores eventos econômicos da história americana.
Outro ponto a ressaltar é que, para quem não tem acompanhado essa história, pode paracer que isso tenha sido algo imprevisível. Mas não foi. Só de considerar que essa confusão foi na verdade um dos últimos capítulos de uma sucessão de eventos que teve início em 2001.
Outro ponto a ressaltar é que, para quem não tem acompanhado essa história, pode paracer que isso tenha sido algo imprevisível. Mas não foi. Só de considerar que essa confusão foi na verdade um dos últimos capítulos de uma sucessão de eventos que teve início em 2001.
O que devemos refletir é, como não foi possível mudar esse rumo a mais tempo? Isso foi por incapacidade de antecipar uma tendência ou por interesse econômico, já que com certeza tem alguém na outra ponta dessa corda que está ganhando ou vai ganhar dinheiro com essa história mais cedo ou mais tarde. Algumas teorias apontam até para uma suposta necessidade de se causar turbulências no mercado para promover alguns ajustes, mudanças de rumos, criação de novos negócios...sabe aquela piada sem graça que num carro muito cheio o motorista promove uma freada repentina e diz que é para os ocupantes se ajeitarem, pois é.
Inevitável não lembrar de uma reportagem que li recentemente citando a teoria de Nassim Nicholas Taleb.
Inevitável não lembrar de uma reportagem que li recentemente citando a teoria de Nassim Nicholas Taleb.
O autor de The Black Swan: the Impact of the High Improbable (O cisne negro: o impacto do altamente improvável, ainda inédito no Brasil) aborda casos que poderiam se enquadrar como esse que aconteceu.

Apesar de contrária a algumas correntes existentes que dão conta da necessidade de tentar antecipar e controlar acontecimentos, a teoria nos dá conta de o quanto estamos vulneráveis frente a fatos imprevisíveis. Ela também coloca que a grande maioria das conquistas da humanidade na verdade se deu mais por conta de fatores não controláveis do que por conhecimento acumulado e observação.
Mas até que ponto podemos realmente antecipar um fato, tendência ou mesmo uma ocorrência corriqueira mas que pode se tornar fator de sucesso, ou não, para empreendimentos e negócios.
Vamos partir de um príncipio básico de planejamento que aborda justamente o levantamento de informações sobre o meio ou tema que se pretende avaliar. Como podemos ter certeza que fatores que estamos levando em consideração e modelos pré estabelecidos podem dar, com uma margem confiável, a resposta certa para decisões? Para que teve alguma esperança sinto informar que não podemos.Não existe uma receita pronta ou modelo padrão para estabelecer sucesso nos negócios e decisões. O que podemos fazer é minimizar riscos e partindo nessa linha podemos evitar muitos deles mesmo ao ponto de quase anulá-los, mas não se engane. A famosa Lei de Murph ainda pode prevalecer.
Para se chegar a um ponto que se considere satisfatório o prezado leitor deve considerar, além dos fatores externos e internos já conhecidos, pontos fortes e fracos, variações e tendências uma boa pitada de boa intuição com base na sua experiência de mercado e muita, mas muita observação das infinitas possibilidades. Quer saber o quanto de erros e falhas você pode evitar? Simples, é só você saber quantas possibilidades possíveis podem acontecer depois que você toma uma decisão nos negócios. Aí aí aí,...nem adianta me xingar e dizer que é óbvio. Nós sabemos que é mesmo.
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